Ransomwares batem recorde de vítimas em fevereiro de 2025; Brasil é um dos mais afetados

Ransomwares batem recorde de vítimas em fevereiro de 2025; Brasil é um dos mais afetados
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Ataques direcionados contra sistemas inseguros e novos grupos na ativa elevaram a quantidade de golpes da modalidade.

A quantidade de vítimas de ransomware aumentou de forma significativa em fevereiro de 2025, batendo o recorde mensal de golpes bem-sucedidos dessa modalidade. A informação é da empresa de cibersegurança Bitdefender, que lançou um novo relatório sobre o panorama atualizado do setor. O Brasil aparece como um dos países mais afetados, destacando a urgência de medidas preventivas contra essa ameaça global.

Números alarmantes

De acordo com o levantamento da Bitdefender, foram 962 vítimas contabilizadas em fevereiro de 2025, um aumento de 126% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número também é significativamente maior do que o registrado em janeiro de 2025, quando 552 casos foram reportados. Esse salto representa uma tendência preocupante, especialmente considerando a sofisticação crescente dos ataques.

Por que o ransomware está em alta?

Vários fatores contribuíram para o aumento recorde de ataques de ransomware em 2025:

  1. Sistemas vulneráveis: Muitas empresas ainda utilizam softwares desatualizados ou não aplicam patches de segurança, tornando-se alvos fáceis para cibercriminosos.
  2. Novos grupos de ransomware: Grupos como LockBit 4.0BlackCat e Cl0p continuam a evoluir, utilizando técnicas avançadas para burlar sistemas de defesa.
  3. Ataques direcionados: Os criminosos estão focando em setores críticos, como saúde, educação e infraestrutura, onde a interrupção de serviços pode causar danos significativos e aumentar a pressão para pagar resgates.
  4. Criptomoedas: O uso de moedas digitais como Bitcoin e Monero facilita o pagamento de resgates de forma anônima, dificultando o rastreamento dos criminosos.

Brasil: Um dos principais alvos

O Brasil figura entre os países mais afetados por ataques de ransomware, ocupando a 5ª posição no ranking global. Esse cenário reflete a falta de investimento em cibersegurança por parte de muitas empresas e instituições públicas. Além disso, a crescente digitalização de serviços no país, sem a devida proteção, ampliou a superfície de ataque para os cibercriminosos.

Casos recentes no Brasil:

  • Ataque a hospitais: Em fevereiro, uma rede de hospitais no Sudeste foi paralisada por um ataque de ransomware, comprometendo o acesso a prontuários e agendamentos.
  • Setor educacional: Universidades públicas e privadas também foram alvo, com sistemas de matrículas e pagamentos sendo bloqueados.
  • Infraestrutura crítica: Empresas de energia e transporte relataram tentativas de invasão, embora nenhum grande incidente tenha sido confirmado.

Como os ransomwares funcionam?

O ransomware é um tipo de malware que criptografa os dados da vítima, tornando-os inacessíveis. Os criminosos exigem um resgate em criptomoedas para liberar o acesso aos arquivos. Em muitos casos, mesmo após o pagamento, os dados não são recuperados, e as vítimas ainda correm o risco de ter suas informações vazadas.

Técnicas comuns:

  • Phishing: E-mails falsos que induzem o usuário a baixar arquivos maliciosos.
  • Exploração de vulnerabilidades: Uso de brechas em softwares desatualizados para invadir sistemas.
  • Ataques de força bruta: Tentativas de adivinhar senhas para acessar redes.

Impactos além do financeiro

Além dos prejuízos financeiros, que podem chegar a milhões de dólares, os ataques de ransomware causam:

  • Interrupção de serviços: Empresas e instituições podem ficar paralisadas por dias ou semanas.
  • Danos à reputação: Vazamento de dados sensíveis pode gerar perda de confiança por parte de clientes e parceiros.
  • Riscos à segurança pública: Ataques a hospitais e infraestrutura crítica colocam vidas em risco.

Como se proteger?

A prevenção é a melhor estratégia contra ransomwares. Confira algumas medidas essenciais:

  1. Atualizações regulares: Mantenha sistemas operacionais e softwares sempre atualizados.
  2. Backups frequentes: Faça cópias de segurança dos dados e armazene-as em locais seguros, preferencialmente offline.
  3. Treinamento de equipes: Eduque colaboradores sobre phishing e outras táticas de engenharia social.
  4. Soluções de segurança: Utilize antivírus, firewalls e sistemas de detecção de intrusões.
  5. Plano de resposta a incidentes: Tenha um protocolo claro para lidar com possíveis ataques.

O futuro do combate ao ransomware

Especialistas em cibersegurança alertam que os ataques de ransomware devem continuar a crescer em 2025, impulsionados pela inteligência artificial e pela automatização de processos por parte dos criminosos. No entanto, também há avanços positivos:

  • Colaboração internacional: Governos e empresas estão trabalhando juntos para rastrear e desmantelar grupos de ransomware.
  • Tecnologias emergentes: Soluções baseadas em IA e machine learning estão sendo desenvolvidas para detectar e neutralizar ameaças em tempo real.
  • Conscientização: Campanhas de educação e conscientização estão ajudando a reduzir o sucesso de ataques de phishing.

Conclusão

O recorde de vítimas de ransomware em fevereiro de 2025 é um alerta para a necessidade urgente de investimentos em cibersegurança. Empresas e governos devem adotar medidas proativas para proteger seus sistemas e dados, enquanto os usuários precisam estar atentos a práticas seguras no ambiente digital. A luta contra o ransomware é coletiva, e apenas com esforços coordenados será possível reduzir o impacto dessa ameaça global.

Antônio Gusmão

"Sou Antônio Plínio Gusmão, Bacharel em Sistemas de Informação pela Anhanguera Educacional e pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação pela Unopar, além de possuir especialização em Investigação Forense e Perícia Criminal. Com cerca de 16 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas, tenho proficiência em linguagens como Java, Python, NodeJS, PHP, Ruby, AngularJS e Flutter. Ao longo da minha carreira, trabalhei com diversos servidores de aplicação, incluindo jBoss, Websphere e Tomcat, e utilizei frameworks como EJB 2 e 3, JSP/Servlet, JSF e Hibernate. A evolução para microsserviços, com a chegada do Spring Boot, Micronaut e Java EE, representou um marco importante na minha trajetória. Sou apaixonado por paradigmas de programação, padrões de projetos e testes automatizados, buscando sempre aprimorar minhas habilidades e conhecimentos. Além da minha atuação profissional, mantenho o blog Segurança Digital 360 e dedico-me à criação de startups. Nas horas vagas, exploro tecnologias emergentes como IA, blockchain, cybersecurity e IoT, além de me interessar por história do Brasil, política e religião. Valorizo a família como pilar da sociedade e pratico esportes como Muay Thai, futebol, futevôlei, natação e corrida, além de ser entusiasta de jogos de videogame e automobilismo."

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